Mário Dal’Mas

Patrono: Alberto Torres
Cadeira 13


BIOGRAFIA

MÁRIO DAL’MAS é natural de São Caetano do Sul, São Paulo, filho de Vitório Dal”Mas e Antonia Braido Dal’Mas – FORMAÇÃO ACADÊMICA – Engenheiro Químico Industrial, formado pela Universidade Mackenzie.  RESUMO DAS QUALIFICAÇÕES – Foi um dos fundadores do Jornal São Caetano e do Hospital São Caetano. Líder Autonomista em 1948. Fundador da APAE de São Caetano do Sul, sendo seu primeiro Presidente da Entidade. Presidente da ACASCSC – Associação Cultural e Artística de São Caetano do Sul. Incentivou o teatro amador, onde participou da formação de dois grupos teatrais; “A Turma” e o “Grupo Labore de Teatro”. Participou da Fundação da Associação dos Engenheiros e Arquitetos do ABC e foi o primeiro Vice-Presidente.


 BIBLIOGRAFIA

Exaltação aos Jovens e Perfil de Alberto Torres.
POEMAS: Reconstrução do Passado e Lembrando a Autonomia.
Colaborou com jornais locais sob o pseudônimo de MECENAS.

LIVROS PUBLICADOS: São Caetano Sentimental e Teoria da Relatividade trocada em miúdos.



Pronunciamento de Apresentação de Mário Dal’Mas na Cadeira 13, Patrono Alberto Torres.


Foi o Monsenhor Emilio Guery, grande orador sacro e conceituado escritor de Cambrai que, ao apresentar, em sessão solene um companheiro da Ordem, disse: “Para uma apresentação de posse temos três condições doutrinárias que mostram a realidade necessária da  fala: 1) é a origem do apresentado, suas raízes, suas aspirações dentro do aspecto histórico-cultural; 2) é a grande extensão de seus problemas dentro da preocupação dos homens na sociedade em que atuam e na realidade da análise que cerca sua vida; 3) é a finalidade de sua missão ao atingir o ápice de toda sua trajetória dentro da sociedade onde comunica seus ideais.” É o que pretendo fazer ao apresentar o curriculum vitae do meu afilhado Eng. Dr. Mário Dal’Mas. Esta minha missão atende à tradição oficial deste Parnaso romântico, a ALGRASP, sob a presidência do escritor Dr. Rinaldo Gissoni, o qual designou-me para a difícil tarefa. Eng. Dr. Mário Dal’Mas, conceituado poliedro da sociedade sul-sãocaetanense; engenheiro industrial e arquiteto de profundo conhecimento da carreira abraçada, formado pela Universidade Mackenzie, escritor de largos recursos literários, jornalista perspicaz, teatrólogo de fina sensibilidade, destacado orador onde pontifica suas retóricas brilhantes e onde destaca profundos e apaixonados pendores pela arte; admirador do imortal brasileiro Alberto Torres, figura de destaque no âmbito dos estudos brasileiros. O engenheiro Dr. Mário Dal’Mas, são-caetanense dos mais ardorosos, nasceu a 6 de setembro de 1923 em São Caetano do Sul, no Bairro da Fundação, que tem como sua segunda Pátria, porque “toda cidade onde se nasce é uma pequena Pátria dentro de uma Pátria grande e bela”. Seus pais, sr. Vitório Dal’Mas e D. Antônia Braido Dal’Mas, que um dia “se formaram em trabalho árduo e dedicado para engrandecer mais ainda esta abençoada terra” e aqui educaram seus filhos João, Rosa, Ettore, MÁRIO, Ítalo. Todos de formação superior seguiram os pais no trabalho e na missão de glorificar a terra em que nasceram. Casou-se o Eng.º Dr. Mário Dal’Mas em 1950, com Da Norma Dias de cujo lar nasceram Cleide Maria casada com Jesus Basilio Sanabria Sierra e Olivia Mara, casada com Carlos César Romeu. Seus netos são Marcos André e Lavínia Maria. O Dr. Mário Dal’Mas, na grandeza de sua mocidade apaixonou-se logo pela causa regionalista, o grito da independência que agitava os meios políticos de São Caetano, a bela e risonha cidade paulista. Os Dal’Mas viram a cidade natal florescer vertiginosamente, porém presa para a sua liberdade nessa luta, grande e bela, de 24 de setembro a 3 de outubro de 1948, viram-se na independência e liberta. Obtiveram com sua luta a tão esperada autonomia, desmembrando-se do território de Santo André, outrora Borda do Campo. Tornou-se São Caetano a Comarca das mais destacadas do Estado e uma das primeiras do País. Tantas são as atividades do dr. Mário Dal’Mas, em São Caetano do Sul, que o colocamos na Galeria dos ilustras são-caetanenses que fizeram o Município, “O Príncipe dos Municípios do Brasil”. A vida intelectual e cívica do dr. Mário Dal’Mas sempre se fez presente em todos os atos cívicos e social-políticos. Benemérito batalhador, espírito de elevada caridade cristã, fidalgo, empreendedor, consciente de seus deveres nos momentos mais significativos de interesse da coletividade. Esse intelectual teve participação primordial na formação de nossa cultura; é o fundador do jornal São Caetano dedicado ao Movimento Autonomista. No setor de saúde formou ao lado dos fundadores do Hospital São Caetano; no plano educacional ajudou a criar a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais; no complexo cultural foi Presidente da Associação Artística, e um dos fundadores da Associação dos Engenheiros e Arquitetos do ABC; primou-se pela Fundação das Artes; do Teatro Municipal, etc. É cidadão Emérito, por título outorgado pela Câmara Municipal, foi agraciado com as medalhas “Centenário”, “Autonomista” e “Marechal Deodoro” e, para completar a síntese do elenco, a ALGRASP abre as suas portas para receber esse respeitável vulto, que orgulhosamente diploma e empossa na Cadeira nº 13, cujo Patrono  é o imortal Alberto Torres.

Nicolla Tortorelli
Secretário Geral da ALGRASP

 


50 ANOS DE AUTONOMIA

APRESENTAÇÃO

“Lembrando a Autonomia” poesia épica de Mário Dal’Mas, retrata-nos a saga e a luta incansável dos valentes autonomistas, enfrentadas há meio século, marco heróico na história de nossa cidade. Reflete o idealismo constante que os alimentou para conseguirem a independência, graças a qual São Caetano do Sul é hoje a cidade progressista que conhecemos. Hino de amor que ressoará docemente, chave mágica que abrirá os corações das gerações futuras para aí plantar a devoção e o espírito de civismo devido à cidade Mãe.

Em seus versos livres o autor, poeta que é, membro atuante do grupo Autonomistas evoca, nesta poesia,sol e lua, estrelas e nuvens como testemunhas silenciosas, mas autênticas, dos sonhos e realidades que os Autonomistas viveram naqueles dias de tantos combates e ansiedades.

Tomaram como exemplo a dramática luta e vigília dos antigos imigrantes. Do mesmo modo, os Autonomistas perseguiram, com o mesmo ímpeto, o mesmo denodo, as mesmas esperanças, desde o surgimento da primeira idéia até a explosão e a  coroação da vitória final, o nascimento do novo município, terra emancipada, urbe independente e vertical que honra a liderança do Estado de São Paulo e o Brasil grande dos dias de hoje!

Setembro/1998
Eva Bueno Marques
da Academia de Letras da Grande São Paulo

 

LEMBRANDO A AUTONOMIA
1948 – 1998
50 anos 

São Caetano enfermo.
Um Distrito abandonado,
Desorganizado, Subjugado agonizava.
Urgia livrá-lo dos grilhões de Santo André.
Um grito de liberdade espalhava-se pelo espaço,
Sem eco desvaneceu.
Frustrou-se o primeiro movimento Autonomista.
Bairro da Fundação,
Bairro da tradição,
Bairro de “Le Scarpe Grosse”,
Origem da cidade
Berço da Autonomia.
Margeando o brejal do Rio Tamanduateí,
Uma rua poeirenta,
A Rio Branco,
Uma residência.
Aí renasce a chama da juventude.
Nasce uma idéia,
Surge o “Jornal de São Caetano”,
Um ideal,
Uma força,
Uma energia,
É a esperança.
Desponta a liberdade.
É o porta-voz da emancipação político-administrativo.
É o incendiário dos espíritos do movimento épico.
Funda-se a “Sociedade Amigos de São Caetano”,
Empunhando a Bandeira Autonomista.
Reuniões se sucedem.
Organizam-se os líderes.
Inicia-se a campanha,
Embalados ao som da vitória,
Alegres determinados saem a campo.
É uma harmonia de trabalho,
Com amor enfrentam a luta,
Perseguidos,
Agredidos,
Caluniados,
Não esmorecem.
Há uma meta,
Há uma decisão,
Ver São Caetano liberto,
Afastam o medo,
Expulsam a duvida.
Com o poder da fé,
Confiantes na vitória,
A campanha se agiganta,
O povo é esclarecido.
Ressurge a consciência da tradição,
Aflora-se a altivez dos nossos antepassados,
Que ergueram a cidade.
Desperta-se o civismo.
Todos se voltam a nobre causa do bem comum.
Forma-se uma consciência popular.
Agita-se a Bandeira Autonomista nos lares.
O entusiasmo domina a cidade.
O povo vibra.
Na Câmara de Santo André, o Sub-distrito
abandonado se faz presente,
Briosos,
Valentes,
Destemidos,
Enfrentam as forças anti-Autonomistas,
Ameaçados,
Não curvam as cabeças,
Lutam com galhardia.
Caçam-se os mandatos,
Por direito são reintegrados,
Com dignidade renunciam.
Fortalecidos, não desistem de seus propósitos,
Lutam denodadamente em prol da emancipação.
Em São Paulo, mais de cinco mil vozes
Sancaetanenses ressoam na Câmara dos Deputados.
É a representação comprovando ser emancipável:
Tem seu corpo material,
Possui uma personalidade histórica,
Tem seu potencial industrial,
O legislativo ouve o clamor.
Reconhece a maioridade,
Autoriza o plebiscito.
Brilha a primeira vitória.
Uma explosão de alegria envolve a população,
Fruto do trabalho de uma plêiade de Autonomistas,
Atentos,
Firmes,
Vigiando e defendendo os reclamos do povo.
Escrevendo com seus feitos
luminosas páginas da nossa história.
É a marcha cívica.
É a chapa branca.
É a chapa preta.
A luta se desenha entre o sim e o não.
É o confronto dos contrários,
É a liberdade,
É a escravidão,
É o progresso,
É a regressão
O povo diante do sim e do não,
Com fé e esperança aguarda o plebiscito.
24 de Outubro de 1948.
Domingo.
Aos sons de pássaros cantores, acidade desperta.
Linda! Calorosa e alegre manhã.
Brilha o sol,
Radioso céu azul!
O povo com o coração transbordando de emoção,
Solta o grito.
O grito da salvação,
O sim da liberdade.
A autonomia adquire corpo e vida.
É a tarde da vitória.
Crepúsculo,
A noite chega languidamente,
O céu suavemente cerra as pálpebras.
A luz prateada da Lua, emoldurada pelo véu das estrelas,
Abraça a cidade.
Sucedem-se os dias,
Ansiosamente o povo espera a homologação,
Véspera de Natal.
A justiça e a paz se entrelaçam,
Da terra surge a verdade,
Do céu a justiça lança seu olhar,
enviando o presente a merecer
Corações tocados, que alegria!
Abraços,
Euforia,
Que a notícia da assinatura vem trazer
A confirmação.
Materializa-se o sonho.
É a criação do município,
Renasce novo São Caetano,
Resplandece São Caetano do Sul.
Ocupa seu trono.
Dirige seu próprio destino.
Comanda sua política.
Ordena a vida jurídica.
Estrutura sua administração.
É a festa do triunfo,
Canta o sino do campanário anunciando a vitória.
É a missa em ação de graça.
Clubes e grupos escolares desfilam garbosamente,
Rufam os tambores,
Gritam os clarins das fanfarras,
Gemem as sirenes,
Troam as baterias,
No corso o fonfonar dos veículos.
Gente nas janelas acenando lenços.
A música,
O povo dança,
Empoando o ar.
É o furacão de contentamento,
Brilha alegria nos olhares,
Todos se cumprimentam,
Palmas vivas ressoam pelo espaço.
Nos bares e clubes o brinde, a cervejada.
A festa adentra pela madrugada.
No horizonte surge mansamente o astro-rei,
Colorindo as nuvens em tons róseos.
Os raios dourados acarinham os ramos das árvores,
Que bailam animados por suave brisa.
É a natureza esfuziante em festa,
que jubilosa ao município vem saudar.
Quietude.
Paz.
Hora da construção.
Vereadores ocupam as cadeiras da primeira Câmara.
Elege-se o primeiro prefeito.
Capaz,
Digno.
Qual a herança recebida?
Cofres vazios.
O gabinete
Uma sala alugada, Uma mesa,
Uma cadeira,
Papel e caneta.
Tem uma grande estrutura, honradez e trabalho.
É São Caetano do Sul.
Rompe-se com inércia do sub-distrito.
Com os tributos tudo começa a ser feito.
Desenvolve-se o potencial.
Sucedem-se os mandatários,
Rasgam-se ruas,
Instalam-se redes de água e esgoto,
Fazem-se galerias pluviais,
Asfaltam-se e arborizam-se,
Constroem-se escolas, hospitais e creches.
Praças e jardins adornam a cidade.
Há o florescimento cultural!
Surgem teatros e auditórios.
Valorizam-se as áreas!
A construção civil se desenvolve.
Os telhados vermelhos começam a desaparecer,
Prédios verticalizam a cidade.
As casas comerciais se modernizam.
O perfil da cidade se transforma.
É o povo construindo com amor, a grandeza de
SÃO CAETANO DO SUL
O PRÍNCIPE DOS MUNICÍPIOS

Mário Dal’Mas
Membro da Academia de letras da Grande São Paulo

 

LÍDERES AUTONOMISTAS

Accacio Spachacquercia
Alfredo Malateaux
Alfredo Maluf
Américo Cavalini
Anacleto Campanella
Ângelo Raphael Pellegrino Jr.
Antônio Caparroz Guevara
Antônio Dardis Netto
Antônio Feliciano Dr.
Antônio Lojudicci
Antônio Paulo Silvestre
Antônio Sylvio da Cunha Bueno Dr.
Arlindo Marchetti
Arnaldo Sigollo
Arthur Garbelotto
Auro Soares de Moura Andrade Dr.
Avelino Benedicto Polli
Benedito Moura Branco
Benedito Moretti
Bento Vellannes Regis
Bruno Bisquolo
Carlos Paez Dr.
Celso Wladimiro Marchesan
Cláudio Perrella
Clodomiro Gusmão Rocco
Conccetto Constantino
Décio Queiroz Telles Dr.
Desirée Malateaux
Ermelino Locoselli
Ettore Dal’Mas
Fábio Vieira de Souza
Faustino Pompermayer
Fernando Piva
Firmino Garbelotto
Gabriel Migliori Dr.
Geraldo Benincasa
Geraldo Plates
Giácomo Garbelotto Netto
Heitor Bisquolo
Helena Musumeci
Idalino Moretti
Ítalo Dal’Mas Dr.
Jacob João Lorenzini
Jaime da Costa Patrão
João Antonio Curtis
João Barile
João Dal’Mas Dr.
Joaquim Zanini
Jordano Pedro Segundo Vicenzi
José Astolphi
José Bonifácio Fernandes
José Carlos de Ataliba Nogueira Dr.
José Homem de Bittencourt Dr.
José Porphírio da Paz  Gen.
José Vertichio
Júlio Marcucci
Laura Moretti
Láuriston Garcia
Lauro Garcia Dr.
Lincoln Feliciano Dr.
Lourenço Martorelli
Luiz Fiorotti
Luiz Martorelli
Luiz Rodrigues Neves
Manoel Morais
Mário Bortoletto
Mauro Corvello
Mário Dal’Mas Dr.
Mário Porfírio Rodrigues
Matheus Constantino
Miguel Marcucci
Militino Azzi
Moacyr Firmino Correa
Nelson Infanti Dr.
Nicomedes Marcondes
Odette Morais
Olga Montanari de Mello
Olindo Quaglia
Orlando Cândido Barile
Orlando Sousa
Oswaldo Bisquolo
Oswaldo Giampietro Dr.
Paulo de Oliveira Modesto
Paulo de Oliveira Pimenta
Pedro Pardo Oller
Raphael Grespan
Raphael Pandolphi
Sílvio Fernandes
Sofia Sampaio
Thadeu D’Agostini
Valentim Ignácio da Silva Dr.
Vicente Orlando
Walter Tomé


“AS METAS SÃO ESTRELAS
PELAS QUAIS
VOCÊ NAVEGA NO BARCO DA VIDA.
CABE A VOCÊ CRIAR ESTAS STRELAS,
ILUMINÁ-LAS E COLOCÁ-LAS
EM LUGAR VISÍVEL
E SEGUIR EM DIREÇÃO A ELAS”
Dal’Mas S/A  homenageia os Líderes Autonomistas

Primeiro Prefeito Eleito de
São Caetano do Sul

Dr. Ângelo Raphael Pellegrino

Vereadores da 1a. Legislatura

Geraldo Cambaúva
Arlindo Marchetti
Luiz Rodrigues Neves
Oswaldo Massei
Vitório Marcucci
Bento Vellanes Régis
José Lopes Filho
Antônio Dardis Neto
Jordano P. S. Vincenzi
Acácio Novais
Alfredo Rodríguez
Mário Rodes
Lauriston Garcia
Moysés Chaparal
Oswaldo Bisquolo
Conccetto Constantino
Jacob João Lorenzini
Arthur Zago
Giácomo Garbelotto Neto
Genésio Carlos Alvarenga
Olga Montanari de Mello

Prefeitos que se sucederam

 Anacleto Campanella
Oswaldo Samuel Massei
Raimundo da Cunha Leite
Dr. João Dal’Mas
Hermógenes Walter Braido
Dr. Luiz Olinto Tortorello
Antonio Dall’Anese  


HINO AUTONOMISTA

                                                    Autor – Letra – Musica
                                              Dr. Arnaldo Vianna

I
São Caetano do Sul teu valor
Deverá ser cantado com ardor
Pelo teu nobre povo generoso
Forte, Bravo, Culto e Operoso.

II
Pois que sendo em tamanho o menor
És em tudo quase sempre o maior
Foste obra de heróico imigrante
Que por ti deixou a Pátria distante

III
Teu progresso é algo sensacional
Tua pujança é fato excepcional
E autônomo terás mais ascensão
E o respeito de toda Nação

ESTRIBILHO
São Caetano do Sul, hei avante
Teu porvir será sempre brilhante

DATAS HISTÓRICAS

 

BRASIL COLONIAL

1631 – Capitão Duarte Machado e Fernão Dias Paes  doaram  suas  terras a Ordem dos Beneditinos que formaram a Fazenda São Caetano
1764 – Após 130 anos com a perseguição religiosa da corte aos jesuítas, os Beneditinos foram forçados a desativar e abandonar a fazenda, São Caetano.

IMPÉRIO

1822 – A colônia separou-se de Portugal tornando-se independente. Dom Pedro II comprou a fazenda São Caetano abandonada, dos monges Beneditinos pela importância de dezoito contos de réis e a colonizou com a vinda dos imigrantes italianos.
1877 – Após 113 anos de abandono das terras fundou-se São Caetano com a chegada dos italianos.

REPÚBLICA

1889 – Proclamação da República pelo Marechal Deodoro da Fonseca.
1901 – São Caetano que pertenceu ao município de São Paulo foi subordinado ao recém criado município de São Bernardo do Campo.
1914 a 1930 – Período da Liderança Política em São Bernardo pelo
Cel. Saladino Cardoso Franco.
1916 – São Caetano foi elevado de Colônia a Distrito.
1928 – Primeiro Movimento Autonomista liderado pelo
Engº Armando Arruda Pereira sem o resultado esperado.
1929 – O Cel. Saladino Cardoso Franco foi reeleito. Grave crise político financeira envolveu o governo de Washington Luís.

DITADURA GETULISTA

1930 – Queda da República Velha – Getúlio Vargas instituiu o
Governo Provisório.
1932 – Revolução Constitucionalista de São Paulo
1930 a 1945 – Período da Ditadura Getulista
1938 –  A sede do município de São Bernardo do Campo
passou a ser Santo André
1944 – O interventor Fernando Costa rebaixou São Caetano de Distrito
para 2° Sub-distrito.
1945 – Término da 2ª Grande Guerra Mundial. Getúlio foi obrigado a redemocratizar o país.

REDEMOCRATIZAÇÃO

1946 – Redemocratização do país.
04-05-1946 – Reunião da fundação do “Jornal de São Caetano” realizada na resistência da
família Dal’Mas com a presença  dos jovens: Mário Porfírio Rodrigues,
Mário Dal’Mas, Walter Tomé,Luiz Rodrigues Neves e Ítalo Dal’Mas.
13-07-1946 – Apresentação do Jornal no salão do São Caetano Esporte Club.
28-07-1946 – Circulou o 1º número do Jornal.
1947            – O “Jornal São Caetano”    liderado pelo jovem Luiz Rodrigues Neves
e os jornalistas Mário Porfírio Rodrigues e Walter Tomé, iniciaram suas
campanhas vitoriosas: A Construção do Hospital São Caetano e o Movimento Autonomista.
19-03-1947 – O prefeito de Santo André, Carvalho Sobrinho, foi substituído pelo
1. Alfredo Maluf.
02-09-1947 – Fundação da  “SASC”.
24-10-1947 – Aprovação dos Estatutos da Sociedade.
09-11-1947 – Eleição no município de Santo André.
11-11-1947 – Eleição da 1ª diretoria da “SASC”.
31-12-1947 –  O S.T.E. anulou os registros dos candidatos vitoriosos do P.S.T. (comunista).
01-01-1948 – Posse do prefeito de Santo André, Antônio Flaquer.
09-02-1948 – Carta do “Jornal de São Caetano” enviada a “SASC”
solicitando que liderasse o Movimento Autonomista.
03-03-1948 – O presidente da “SASC” dr. José Luiz Flaquer Neto
pediu licença de 90 dias, não mais ocupando o cargo.
12-03-1948 – Demissão do 1º Vice-Presidente Dr. Caldas Filho,
ocupando o cargo da “SASC” o 2º vice, Dr. José Homem de Bittencourt.
29-04-1948 – Entrada da REPRESENTAÇÃO na Comissão de Estatística
da Assembléia Legislativa.
30-04-1948  –  Expiraria o prazo  de entrega da REPRESENTAÇÃO
24-10-1948 – Plebiscito contabilizou 8.463 votos a favor da
autonomia e 1.029 contra.
24-12-1948 –   O governador do Estado de São Paulo Dr. Adhemar de Barros
homologou a criação do novo MUNICÍPIO.
13-03-1949 – Eleição para prefeito e vereadores de São Caetano do Sul.
03-04-1949 – Posse do Prefeito Dr. Ângelo Raphael Pelegrino e do 1º Legislativo.

SASC – Sociedade Amigos de São Caetano
S.T.E. – Supremo Tribunal Eleitoral
P.S.T. – Partido Social Trabalhista


Comissão de Honra do Cinqüentenáro da Autonomia
Jaime da Costa Patrão
Jordano Pedro Segundo Vincenzi
Dr. Lauro Garcia
Luiz Rodrigues Neves
Dr. Mário Dal’Mas
Mário Porfírio Rodrigues
Profª Olga Montanari De Mello

Presidente da Câmara Municipal
Dr. Gersio Sartori
Prefeito
Dr. Luiz Olinto Tortorello
Presidente da Fundação Pró-Memória
Aleksander Jovanovic