Carmen Lúcia Hussein

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SÓCIO CORRESPONDENTE


BIOGRAFIA

     Carmen Lucia Hussein é poeta e professora universitária. Mestre, Doutora, com   Pós-doutorado  em Psicologia Escolar  no Instituto de Psicologia na Universidade de São Paulo Fez curso de especialização na University  of Wisconsin- Madison, Wisconsin nesta área. Publicou alguns   livros, vários artigos e recebeu cinco  distinções internacionais nesta área. Faz atualmente  um estudo de reflexões sobre o ensino de redação de poesia   para  estudantes. Participa na Associação Brasileira de Psicologia Escolar e Educacional (Abrapee-SP).  Tem afinidade com a  literatura e a poesia.

      Teve com a sua mãe Thereza de Oliveira Ribeiro a influência por poesia por ela ser poetisa. Possui  21 livros de poesia sendo um livro traduzido em italiano,  francês, inglês e espanhol e um outro em espanhol. Participou em   121  Antologias tendo 53 divulgadas no exterior sendo  25    em Portugal e nos Países Lusófonos. Publicou 161 poemas em 111 revistas e jornais  sendo que 118 poesias em   75  jornais e revistas nacionais. E   41  poesias estão divulgadas e 44 revistas e jornais no exterior.

        Carmen Lúcia tem poesias com temática diversificada como amor, perda, saudades, meditativas, religiosas, critico-sociais e da natureza. Tem ainda  poesias expressas de modo lírico. Algumas delas tratam da fragilidade humana, da finitude da vida, do efêmero e da eternidade. As poesias meditativas realizam reflexões sobre a existência  e  buscam o  seu sentido.. A autora  expressa temas existenciais e  profundos de existir. A poetisa trata das incertezas e dramas da vida  na sua obra.. Os seus poemas denotam um lado humanista subjacente. Os filósofos em que se baseia são os filósofos existencialistas (cristãos ou não) . A sua poesia é simples, melódica e sincera.

    Pertence a 5 Academias e 4 associações  no exterior (NLAL -Lisboa, CIEE- Galiza, ALAV- Valparaiso,  NLABA- Buenos Aires; Divine Académie-Paris-Embaixadora;;Del Mundo-Santiago, CEMD-Diáspora,; ACIMA-Milão; WPS-Canadá;);  E também  membro de  Academias  nacionais.  como :;ARTPOP(RJ); Ac Estudos e Pesquisas  Rio de Janeiro;  Real Ac Letras -(RS) ;Cl.Escrit. Piracicaba (SP);ALGRASP-São Caetano do Sul(SP);  A.LTO.(MG) ; ALG (Go);  ALAF (Ce) E mais 7 entidades e.   em  4 associações nacionais como a UBE;Rebra (S.P);Literarte(RJ), ADABL(R.J-M.Corresp.):;

 Ganhou alguns prêmios  nacionais e no exterior  como:●Destaque Personalidades 2016 que será doado pelo jornalista  Raimundo Nonato em Taubaté em 26-8-2016   ●Medalha Personalidade 2015  outorgada  pela ARTPOP  em Cabo Frio em 2016 ● Divine  Académie-Embaixadora  (Paris)    outorgou Altas Insígnias em SP em 2016● Prêmio Literarte 2015  Melhores Poetas “dado em Recife. E receberá a Medalha Fernando Pessoa –Menção Honrosa neste evento em Curitiba em 6-8-2016; .E  o mesmo Prêmio dado   pela  prefeitura de Ouro Preto apoiado pela Literarte em 2016 ● Medalha Luiz Vaz de Camões dada pela Editora Magico de Oz pela sua atuação literária em 2015/2016 com excelência , difundindo a literatura lusófona em 2016 ●Menção Honrosa em Poesia  no III Prêmio Varal  2015  em Genebra   ● Prêmio  dado  pelo NLAL-Lisboa  em 2015● Prêmio Excelência dado pelo CEMD(Diáspora)  em 2014

Alguns livros foram lançados na Livraria Cultura(2007;2008;2010;2012), na Bienal Internacional do Livro  de SP (2014;) e do RJ (2015), na Feira de Frankfurt ( 2014), no Salão de Impressa e Livro de Genebra, Suíça  (2015) , no Salão do Livro de Paris ( 2015)., no Salão Internacional do Livro em Turim (2016), na 22ª Feira do Livro de

Praga(2016), na Feira Literária Internacional de Culturas Lusófonas em Caminha-Pt(2016).Alguns dos seus  livros estão divulgados em Lisboa, e também em português e espanhol, em  Santiago de Compostela,.Galícia. Ela nasceu em Taubaté e  hoje mora em São Paulo.

 

http://www.carmenluciahussein.com.br/

http://www.amazon.com.br
www.livrariacultura.com.br


BIBLIOGRAFIA

Passagens de Vida  (Poesia) – 2008;
Retratos (Poesia) – 2010;
Ressonância (Poesia)2010;
Contemplação (Poesia) 2010;
Reminiscências /O Relógio e o Tempo (Poesia) – 2012;
As palavras escolhidas (Poesia) – 201;
Caminhos (Poesia) – 2012;
Um novo horizonte (Poesia) – 2012;
Meditações  (Poesia) -2012;
Expressão Poética (Poesia) –  2012;
Poemas contemplativos (Poesia) – 2012;
Além do Cotidiano (Poesia) – 2013;
Versos Líricos (Poesia) – 2013 ;
O verão daquele ano (Poesia) – 2013;
O Fluxo do Tempo (Poesia) – 2013;
A casa amarela (Poesia e Prosa) 2013;
A manhã daquele dia” em 2013 (edição inglês, espanhol e francês)
A Casa da Rua XV (Versos) em 2014;  

O ypê-roxo no jardim em 2015. 

Tempo presente, em 2015


Pronunciamento de Apresentação de Carmen Lúcia Hussein na sessão de posse da Academia de Letras da Grande São Paulo, proferido pelo Acadêmico e Vice-Presidente Dr. Rinaldo Gissoni

                Diz o adágio popular, que a esperança é a última que morre.

                Quando Alexandre Magno se preparava para seguir rumo a Ásia, e então distribuía entre amigos os seus bens que não levaria nessa longa viagem e de imprevisível retorno, perguntou à Sacerdotisa de Delfos o que reservaria para si. Sem hesitar, ela respondeu: “A esperança, por que a esperança é a última que morre”.

Através dos tempos, esta virtude teológica tem sido o pedestal de muitas realizações, compreendendo conquistas de possessões ou de subjugações espirituais. Nas suas finalidades, os propósitos de ambos os segmentos têm visado a um fim específico: dominar pela força da mistificação ou persuadir pelo impulso da qualidade.

De um lado, a técnica de conquistar as multidões — impulsivas, móveis e fascináveis — sujeitando-se os seus caracteres pela exposição de imagens. É o que Jost Merloo quis chamar de Rapto do Espírito. De outro lado, nada mais que a arte de estimular a inteligência pela persuasão da palavra e do pensamento.

Houve na história da humanidade, um imensurável descalabro, ou, mais precisamente, um apocalipse na hecatombe da explosão da bomba nuclear, que dizimou, num relâmpago, milhares de vidas e bens como se fossem reles migalhas. Lembrando aqueles e também, outros indescritíveis sacrifícios, vigorarão ainda por séculos, impressionantes escuridões: são as vicissitudes traduzidas em descrenças, em desamor, em indiferenças, em banalizações.

Choremos a morte do espírito!…

Em cada pronunciamento, em cada pulsar, não haverá somente uma lágrima, porém a majestosa figura de uma metáfora. Que escuridão será essa? Sim… A morte do espírito, por que se daquela hecatombe restou o caos, nesse espaço caótico e glacial, todas as grandezas — raízes, memória, identidade cultural, sentimentos e tudo que expresse valores — tudo foi tragado.

Quiséramos acender uma luz que contribuísse para iluminar e aquecer as consciências e os corações reféns daquela força que vem mantendo, sob o seu domínio, a técnica de minimizar social e politicamente, assim como os princípios educativos, patrióticos, éticos e estéticos.

O conjunto desses quadros é amplo, pois tem por escopo dar novas formas às personalidades morais e intelectuais. Os próprios educadores, ao invés de se oporem à mistificação, silenciam.

Oh! Ilusão! Oh! Sonho dantesco, porque o poeta já escrevera no cimo de uma porta: Lasciate ogni speranza voi ch’entrate!

Como, e de que forma, persuadir às regras, e aos atributos do espírito, num meio onde impera o seu colapso?

Era preciso acender uma luz. Pois no cenário de apreensões fundou–se a Academia de Letras da Grande São Paulo reunindo-se, ali no seu cenáculo, elementos comprometidos em manter a chama da arte e de seus princípios tradicionais e, sem dúvida, a possibilidade de, com os melhores exemplos, contribuir para um mundo melhor, um mundo não de   idiossincrasias, mas de respeitável equilíbrio.

Talvez pudéssemos demonstrar um pouco mais: amor às belas letras e a memorização daqueles imortais que registraram com sabedoria e arte a nossa identidade cultural, os nossos costumes, as nossas grandezas…

Apresentação

Eis que, arquitetando grandezas, e consciente das prerrogativas que lhe são inerentes, a nossa querida Gioconda Labecca recebe, neste nosso convívio, as simbólicas figuras de poetas: Carmen Lúcia Hussein, e Antonio Roberto de Carvalho, que trazem como bagagens, nada mais que alegria, sonhos, e muito amor.

Carmen Lúcia Hussein, foi agraciada com a “Cruz do Mérito Literário Brasileiro”, em razão de seu poemeto, O Relógio e o Tempo. Os seus temas, unificados, versam sobre o amor, o subconsciente, a realidade humana… Ela terá por patrono, o vulto do grande Euclides da Cunha que, genialmente, retratou a terra, a sociedade e a alma brasileira, na sua bíblia designada, “Os Sertões”.

Antonio Roberto de Carvalho, condecorado com a medalha do “Mérito Cultural Brasil dos Reis”, é autor de belos versos heróicos, e orgulhosamente, proclama: “A vida é bela, porque nos eleva  /  à condição de doutrinados seus  /  porque através  da redenção nos leva  /  na direção de Deus…”  O seu patrono será o vulto do poeta Humberto de Campos cujas “Memórias” são marcadas de sofrimento e melancolia.

Com certeza, o equilíbrio se delinea mais uma vez diante de nossos olhos, porque podemos contemplar, neste local e nesta mesma hora, uma das maravilhosas viagens rumo à imortalidade, de impossível retorno, como se a imortalidade estivesse profundamente gravada não no mapa daquela misteriosa e imaginária Ásia, mas no espírito de um imortal Machado de Assis.

Gioconda Labecca como se fosse, não aquela Sacerdotisa de Delfos, mas uma deusa inspirada pela legendária Calíope, terá dito aos Acadêmicos, agora seus novéis e estimados pupilos, que: A esperança é a última que morre.

Rinaldo Gissoni


Pronunciamento de Posse de Carmen Lúcia Hussein em 25 de março de 2010, na Cadeira 16, da ALGRASP, cujo Patrono é o escritor Euclides da Cunha.

 

Ilustríssima Acadêmica Senhora Gioconda Labecca, digníssima Presidente da Academia de Letras da Grande São Paulo;
Ilustríssimo Senhor Doutor Walter Figueira Júnior, Vice-prefeito, neste ato representando o Senhor Doutor José Aurícchio Júnior, Prefeito Municipal de São Caetano do Sul;
Ilustríssimo Senhor Doutor Rinaldo Gissoni, digníssimo Vice-presidente;
Ilustríssimo Senhor Victor Loidi Sobrinho, Diretor da Editora Aliança;
Dignas Autoridades presentes;
Distintos Acadêmicos presentes;
Senhoras e Senhores

 

        Gostaria de agradecer ao Dr. Rinaldo Gissoni, escritor de várias obras de poesia e prosa, idealizador e fundador da Academia de Letras da Grande São Paulo e que fez a minha apresentação a esta Academia.

        Também à Presidente dessa Academia, Sra. Gioconda Labecca, poeta e escritora com muitas obras publicadas, a qual me acolheu, incentivou e motivou a aceitar  o convite como membro dessa Academia.

        Agradeço a todos com quem aprendi e me marcaram ao longo da vida.

        Ainda gostaria de agradecer à Academia pela honrosa cadeira que passo a ocupar, a do número 16 (dezesseis), cujo Patrono, o escritor Euclides da Cunha, foi uma das personalidades mais ilustres deste país.

        Euclides da Cunha foi a figura mais significativa da literatura de interpretação da realidade brasileira e um dos precursores do modernismo neste país. Afrânio Coutinho, em seu livro Literatura no Brasil diz ser o escritor “talvez a mais alta representação social do Brasil feita em termos de arte.”

        Sua obra “Os sertões” revelou na consciência do país uma face até então desconhecida, e tem como destaque e impacto a sua precisão científica, observadora e crítica não deixando por menos o lado poético, sensível e filosófico. É sem dúvida notável como as diversas formações e interesses do escritor e jornalista influenciaram e marcaram sua obra. Para José Veríssimo trata-se de “um homem de ciência, um geógrafo, um etnógrafo, um homem de pensamento, um filósofo, um sociólogo, um historiador; e de um homem de sentimento,um poeta, um romancista, um artista.”

        Agradecendo os gestos dos ilustres acadêmicos e a honra de passar a ocupar esta cadeira, me fazem pensar na minha formação como poeta, nas influências e motivações que me trouxeram até aqui.

        Muitos modelos e exemplos de vida tive com quem aprendi muito e me marcaram em vários aspectos.

        Tive com a minha mãe, familiares e amigos a influência no interesse pela poesia. Assim, sempre li muita literatura e poesia. Devido a minha formação e interesse, sempre apreciei a psicologia, a sociologia e a filosofia. A psicologia permite compreender o ser humano e a vida sob vários ângulos. A poesia, por sua vez, acrescenta outras nuances.

        A poesia é para mim uma forma de expressar as emoções e sentimentos, buscando o encanto e a delicadeza das palavras e o sentido absoluto da vida. Concordo com Carlos Drummond quando afirma acreditar com o mesmo fervor na beleza da palavra e no texto elaborado com arte. Vejo que aprendi a gostar da literatura através do entusiasmo que ela nos provoca ao nos depararmos com o texto bem escrito. Acho que ela, como outras artes, é um grande bálsamo na vida e leva o ser humano a superar a fragilidade da situação que o limita. Assim, escrevo para realizar a minha necessidade interior de escrever.

        Vejo a minha poesia através das minhas experiências de vida e da realidade que me circunda. Ela expressa o que vejo, sinto e penso. “A poesia é um difícil ofício de expressar a vida, naquilo que ela tem de belo e dramático” disse Ferreira Gullar.

        A perda de meu querido filho na flor da idade, influenciou muito a temática de minha poesia. Assim, alguns dos temas de que trata são questões como fragilidade humana, a finitude da vida, o efêmero, a eternidade, o amor, a saudade e o sentido da vida. Procuro com minha poesia expressar alento, consolo e esperança na dor da ausência.

        São poesias de amor, perda, meditativas, religiosas, também crítico-social e algumas do cotidiano. Novamente cito Carlos Drummond segundo o qual a literatura, tal como as artes plásticas e a música, é uma das grandes consolações da vida. Portanto considero a poesia um dos modos de elevação do ser humano diante da precariedade de sua condição.

        Da filosofia, meus poemas denotam um lado humanista subjacente, que tem como centro a preocupação com o homem e não com uma verdade que o excluiria das indagações. Os filósofos que me influenciaram são os existencialistas ateus e cristãos, que estabelecem relações entre a Metafísica, que é o saber que questiona o que é a existência, e o Humanismo.

        Muito também aprendi de belo e dramático com Carlos Drummond, Cecília Meirelles e Manoel Bandeira. Além disso, também aprecio vários poetas brasileiros como: Vinícius de Moraes, Cora Coralina, Murilo Mendes, Mário Quintana, Augusto Schmidt, Ferreira Gullar e Adélia Prado. Estão também entre as obras  que me tocaram os poetas estrangeiros Florbela Espanca, Fernando Pessoa, Jorge Luís Borges e Michel Quoist.

        A temática crítico-social da poesia que escrevo é fruto de uma reflexão com base na leitura de várias obras. Uma delas é a de Erich Fromm em “Psicanálise da Sociedade Contemporânea” e vários livros do mesmo autor. Também Rollo May com a obra “O homem à procura de si mesmo” entre outras. “Psicoterapia para todos” de Vitor Frankl e “Tornar-se Pessoa” de Rogers são livros de grande importância para este tema.

        Uma obra que muito me impressionou quando jovem e que reli várias vezes foi “Cartas a um jovem poeta”, de Rainer Maria Rilke. Segundo ele, “uma obra de arte é boa quando nasceu por necessidade”. O poeta aconselha “a entrar em si e examinar as profundidades de onde jorra a sua vida e também que o criador deve ser um mundo para si mesmo e encontrar tudo em si e nessa natureza a que se aliou.”

        Cecília Meireles escreve no prefácio desse livro: “as respostas de Rilke não oferecem ao poeta uma receita literária, embora digam coisas essenciais sobre o exercício da literatura. Vão mais longe: tratam da formação humana, base de toda criação artística“.

        Rilke me serve até os dias de hoje como referência e por isso passo os conselhos ao jovem que quer se iniciar na poesia resumidos por Cecília Meireles: “escrever só por absoluta necessidade, evitar formas comuns, escolher sugestões oferecidas pelo ambiente, não dar importância aos críticos, não ler tratados de estilo”. “O resto é muito mais importante, uma vez que a parte formal de arte acaba sempre por se realizar, quando atrás dela há uma imposição total de vida transbordante”.” Por isso, aplica-se a valorizar aos olhos do jovem poeta, a necessidade de um mundo interior; de um gosto da solidão constante e inteligente; de uma visão diversa do amor, de uma ternura pela natureza; de uma paciência interminável; de uma aceitação de todas as dificuldades”

        Depois dessas considerações, gostaria de agradecer a todos pela sua presença aqui na Academia e pela atenção dada.

        A todos o meu muito obrigada.

        Carmen Lúcia Hussein


POESIAS DA AUTORA

O MISTÉRIO

Tenho um sonho

E uma estrela para alcançar!

Que me ajudam a lidar com a vida

E com a imaginação e a fantasia

Tenho o divino

Para lidar com os mistérios

E a adversidade

Se enxergar o mistério

Posso aceitar o futuro

Mesmo que seja incerto

Sei que é a hora certa para mim

Acreditar no mistério divino

E ver algo de bom em tudo na vida

Tenho uma estrela para alcançar!

A MALA VELHA

1º Livro: Passagens da vida RJ: CBJE, 2008

Procuro na mala velha

Que está no sótão

O amor

A saudade

A felicidade

A flor que não murcha

O seu retrato

As velhas cartas de amor

Os velhos poemas de amor

Procuro uma canção na velha mala

Que está no sótão.

APENAS

Basta a sua existência

Não preciso tê-lo

Basta a sua lembrança

As suas palavras

E boas atitudes

Para eu ser feliz

Ter esperança na vida

E energia para prosseguir

Amenizar a saudade

E dar rumo

E norte ao meu existir

Basta a sua existência

Não preciso tê-lo

Basta a sua lembrança

De momentos breves de felicidade

Para eu ser feliz!

TEMPO PRESENTE

Que tempo são os de hoje?

Cheios de guerra

Ódio

Violência

Competição

Individualismo

Sem espaço para o amor

E as pessoas não sabem amar

Serem cooperativas

Fraternas

E solidárias

Que tempos são os de hoje

Que as pessoas não aprendem a amar?

ORAÇÃO

2º Livro: Retratos RJ: CBJE, 2010

Deus

Preciso da sua luz

Para iluminar minha estrada

Preciso do seu amor

Para ser amado

E poder amar

Preciso crescer no meu amor

Para ser

E encontrar

O meu caminho

Preciso da sua força

Para achar a bondade

A verdade

E a beleza na vida

Num mundo tão desumano

E cheio de caos

Já que o amor humano

É tão finito

E limitado.

ETERNIDADE

Os que se amam

Não se separam

Estão ligados pelo amor

Pela afinidade da alma

Pelo pensamento

Pelos interesses

E pelo respeito às diferenças na forma de ser

Os que se amam

Não se separam

Estão ligados pelo amor

Na vida

Mesmo com a distância

No espaço e no tempo

Estão entrelaçadas suas almas

Os que se amam

Não se separam

Estão ligados pelo amor

Não é só o corpo

Que está próximo e unido

No espaço e no tempo

Estão ligados pelo amor

Os que se amam

Não se separam

Estão ligados pelo amor

Não há passado, nem presente nem futuro

É a eternidade no tempo

Estão ligados pelo amor

Infinito e eterno

TRIVIALIDADE

Multidão solitária

Gente que fala

Sem dizer nada

Silêncio

Homem medíocre

Sociedade de massa

Violência

Relações impessoais

Relações superficiais

Pessoas que ouvem

Sem escutar nada

Massificação

Agressão

Relações paralelas

Relações de objeto

Relações de interesse

Multidão solitária

Silêncio

Pessoas que falam

E não dizem nada.

A BELEZA

3º Livro: Ressonância RJ: CBJE, 2010

Rezo quando contemplo a beleza

Vejo Deus na beleza

Da música

Da poesia

Da verdade na ciência

Das boas atitudes

Do amor

No sorriso de uma criança

E no canto do sabiá nas árvores

A beleza está além das palavras

Que se transformam em poesia

E em música

A vida toda não seria uma busca da beleza

No meio do caos sem sentido?

TODO MOMENTO

Quisera orar

Uma oração profunda para você

Eu o tenho no meu pensamento

E no meu sentir

Todo dia e noite

Você está no meu coração

Em todo memento

Onde quer que eu vá

Eu o tenho no meu sentimento

Ter você comigo

Apesar da sua ausência

É a eternidade do amor

Temos almas entrelaçadas

E nos deparamos com o absoluto

A minha poesia é uma oração.

O OPERÁRIO

Ele erguia casas aqui

Apartamentos lá

Igrejas, etc.

Onde havia apenas chão

Operário

Trabalho árduo

Com pá e com cimento

Com suor e com cimento

Constrói

Põe tijolo sobre tijolo

Pinta a casa

Trabalha com dedicação

E empenho

Faz-se um grande silêncio

Dentro do seu coração

E um sorriso ilumina a sua face

A imagem de seus filhos pequenos e família

Que dão energia e força

Para esse trabalho árduo.